A verdadeira dieta

No post anterior, falamos um pouco sobre a importância de um intestino saudável, envolvendo um equilíbrio entre bactérias gran positivas e gran negativas, possível através de uma alimentação de boa qualidade.


Hoje vamos falar um pouco sobre DIETA - a tão temida palavra.


Dieta é uma palavra que vem do antigo conceito grego de "diatetica", que significa “comer para viver com saúde”, um significado bem diferente do que temos como concepção de dieta, que geralmente associamos a restrição e proibição.


Hoje em dia, em nosso mundo moderno repleto de estresse, correria, ansiedade e cansaço, vamos exatamente na contramão de escolhas saudáveis. É comum fazermos escolhas ruins de alimentos.

Inclusive, estudos indicam que todo esse estresse aumenta ingesta de açúcar e gordura, péssimos para a saúde.


Além disso, o excesso de “dietas” nos leva a uma falta de conexão com o próprio corpo. Hoje, perdemos a capacidade de identificar o que é fome e o que é vontade de comer, deixando de “conversar” com nosso corpo e entender a nossa saciedade.


Estudos indicam que restrição alimentar (dietas restritivas) e o consumo de alimentos ultraprocessados ricos em açúcar e gordura estão relacionados à fome hedônica; isto é, ao comermos algo rico em açúcar e/ou gordura, nosso corpo atua com sistema de recompensa.

A fome hedônica é um tipo de fome diferente da fome fisiológica. A fome fisiológica é a fome que sentimos quando, para o corpo, há realmente necessidade de se alimentar para cumprir suas funções.


Esse pacote todo, com dietas restritivas, estresse, correria e alimentos utlraprocessados, pode nos levar a um ciclo de alimentação compulsiva. Esse processo geralmente se inicia com dietas restritivas, da seguinte forma:



E esse ciclo restritivo desencadeia um processo compulsivo:



Vimos, portanto, que o caminho não é dieta restritiva; precisamos usar o real sentido da palavra dieta: “comer para viver com saúde”. É necessário entender que somos nós que damos condição para o corpo funcionar através de nossas escolhas alimentares; e já vimos que restrição não é o caminho.


Precisamos voltar ao que é simples: identificar o que é fome, o que é vontade de comer, o que é saciedade, que tipos de alimentos e que combinações de alimentos nos causam saciedade, e sempre escolher alimentos com qualidade. Também é preciso entender a rotina e os horários de exercício, para incluir o que é importante antes e depois de treinar. Além disso, é primordial ter em mente onde é possível fazer as refeições e, a partir daí, começar a compor a alimentação.


No próximo texto do blog, continuaremos este assunto, falando um pouco sobre mindfulleating!

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