Fome Emocional

A maneira como nós nos alimentamos muda ao longo do tempo. Na pré-história, por exemplo, nós precisávamos nos alimentar de comidas muito ricas em gordura e açúcar, substâncias que dão mais energia para o corpo.


Hoje, claramente, a nossa alimentação é muito diferente: baseada em uma dieta mais variada, pois temos mais opções disponíveis e acesso a comidas que tem origem em outras partes do mundo.


No entanto, além da necessidade física e biológica, existe uma fome que é de fundo emocional! Muitas vezes confundida com a primeira, nesta a necessidade de comer não provém do organismo, do corpo, mas da nossa mente.


Em situações marcadas pela ansiedade, pelo estresse e nervosismo, a mente acaba ansiando algo que consiga tranquilizar essa emoção negativa.


Algumas pessoas perdem o apetite, porque o nervosismo afeta o sistema digestivo. Para outras, contudo, a ansiedade é um gatilho para sentir ainda mais fome. O cérebro envia um aviso de que há fome, porém, na realidade, fisicamente não existe qualquer necessidade de ingerir alimentos!


Quem passa por isso sabe... É praticamente impossível passar uma hora concentrado em uma atividade sem ser invadido por uma vontade de petiscar o que encontrar pela frente: biscoitos, chocolate, sanduíche, pizza.


E, nesses momentos, as escolhas alimentares não costumam ser lá muito saudáveis! Isso acontece, de maneira resumida, porque um estado de nervos altera a concentração de diferentes neurotransmissores no cérebro, reduzindo os níveis da substância ligada à sensação de bem-estar, a serotonina. Nosso corpo procura, então, repor esta substância por meio da alimentação e com alimentos que, indiretamente, estimulam sua produção, como aqueles mais ricos em gordura.


Segundo a Revista Saúde, o nosso cérebro armazena, no sistema límbico, a reação que temos quando comemos alguma coisa e faz o nosso inconsciente pedir por esta comida para repetirmos a experiência. Aprendemos a associar o consumo de comidas calóricas e ricas em açúcar com uma sensação de maior bem estar imediato e, por isso, nosso corpo reage bem quando as consumimos. E nestes períodos de alteração emocional, a glândula pituitária nos impele a querer comer alimentos com alto teor de açúcar e gorduras; nada de frutas e verduras.


A fome emocional é, portanto, uma necessidade que não é real e que precisa ser controlada. Caso contrário, a falta de autocontrole, aliada às emoções do momento (nervosismo, tensão, ansiedade), pode ser a porta de entrada para um problema mais grave.


Se você estiver se identificando com este fenômeno, procure o apoio de um nutricionista e de um psicólogo. De acordo com especialistas, a fome emocional pode ser provocada por uma má consciência interoceptiva, ou seja, casos em que a pessoa tem dificuldade para interpretar corretamente as emoções experimentadas - além de poder estar associada a problemas para controlar tais emoções.


Com a ajuda de profissionais adequados, você poderá compreender as questões emocionais processadas, o que está desencadeando a fome emocional, encontrar formas mais efetivas e saudáveis para lidar com as emoções e até encontrar alimentos mais apropriados para substituir os atualmente consumidos.


88 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Relação entre vitamina D e resistência à insulina

Atualmente, existem muitos estudos que buscam compreender se há uma correlação de níveis inferiores de vitamina D com a resistência à insulina e qual o impacto desta vitamina em pacientes com diabetes

Dieta pós-parto

Após o parto, o organismo da mãe retorna, aos poucos, a funcionar normalmente. Visto que precisa reparar células, tecidos e órgãos, necessita de nutrientes construtores, energéticos e plásticos. É p

Ômega 3 e saúde muscular

Saúde muscular Uma das alterações mais evidentes no envelhecimento é a mudança nas dimensões corporais, provocada especialmente pela diminuição de massa magra, aumento de gordura corporal e diminuição

Logo.png