Mindful Eating: a plena atenção à alimentação

Dando continuidade ao nosso texto anterior, hoje falaremos sobre a compulsividade na alimentação e como lidar com ela a partir do Mindful Eating.


Apesar de “Mindful Eating” ser um assunto bastante atual, o termo “Mindfulness” surgiu há mais de 2.500 anos, nos templos budistas. Em 1970, a Universidade de Massachusets aplicou a tradução “Atenção Plena” e levou o conceito para o mundo acadêmico.



O que é Mindful Eating?


O conceito de Mindful Eating chegou ao Brasil, em 1990, aliando técnicas de meditação a conhecimentos da ciência da nutrição, resultando na prática de atenção plena.


Através de técnicas de Mindful Eating, aprendemos a nos conectar com nosso corpo novamente, diferentemente do que dietas restritivas promovem. Comer com atenção plena resgata os gatilhos de fome e saciedade, utilizando todos os nossos sentidos na escolha dos alimentos, nos ensinando a fazer escolhas conscientes e a descobrir que existem – pasmem – 9 tipos de “você tem fome de que”!


Vamos lá:


1 - Fome do olho: aquele tipo de fome em que o alimento é atraído pela visão;


2 - Fome do ouvido: o barulho crocante do alimento é muito atrativo;


3 - Fome do estômago: real sensação de fome; a fome fisiológica;


4 - Fome do cérebro: expectativa criada em relação à comida (“hoje a noite vou à pizzaria com amigos”);


5 - Fome do coração: fome emocional, relacionada a sentimentos (como a TPM);


6 - Fome da boca: necessidade de sentir a comida;


7 - Fome celular: um tipo de fome mais sutil, na qual é possível identificar as necessidades do corpo. Um exemplo para esse tipo de fome é o que ocorre com as gestantes (por exemplo a necessidade de comer alimentos ricos em ferro quando gestante);


8 - Fome do nariz: a necessidade de sentir o aroma dos alimentos;


9 - Fome da mão: a necessidade de tocar e sentir a comida;


Através dessa "conversa" com nosso corpo, dessa reconexão, é possível identificar as nossas reais necessidades e, com isso, estarmos atentos para não cairmos nas armadilhas da indústria alimentícia, que sabe que existem todos estes 9 tipos de fome e explora isso ao desenvolver seus alimentos industrializados, sendo eles sempre crocantes (fome do ouvido), com aromas fortes (fome do ouvido).


Ao comermos com atenção plena um salgadinho, por exemplo, percebemos que o aroma que sentimos ao abrir o pacote não condiz com o sabor que sentimos na boca, o que nos faz comer cada vez mais em busca de um sabor que não existe.


Não é fácil, no mundo moderno, conseguir essa reconexão com o corpo, mas é através dessa "conversa" que conseguimos voltar ao ciclo de comer consciente!



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