Obesidade e câncer

Uma pesquisa realizada no Reino Unido analisou a relação entre ganho de peso e câncer. Nos homens, para cada 5 kg a mais no IMC (índice de massa corporal), o risco de câncer de reto sobe 9%, enquanto o das vias biliares, 56%. Entre mulheres na menopausa, cada 5 kg de aumento do IMC sobe 11% o risco de câncer de mama.


No Brasil


Os brasileiros, infelizmente, estão trocando os alimentos frescos e as formas tradicionais de preparo das refeições por alimentos processados. No lugar do arroz, feijão, saladas, frutas e suco natural, consumimos, cada vez mais, fast food, refrigerantes e sucos e refeições industrializados. Mas o fenômeno do aumento do consumo de alimentos processados e ultraprocessados e a consequente epidemia de obesidade não são uma exclusividade brasileira; os EUA, há décadas, enfrentam o problema, que nos últimos anos passou a afetar também a América Latina.


Relação entre as doenças


A obesidade eleva a quantidade de insulina no organismo, um hormônio que aumenta o metabolismo e a duplicação celular, algo que pode desencadear tumores. O tecido gorduroso também produz hormônios femininos (estrogênio e progesterona), fator de risco para o desenvolvimento do câncer de mama, sobretudo em mulheres obesas na pós-menopausa.


Outro fator importante é a inflamação crônica. A obesidade desencadeia a produção de algumas citocinas (proteínas excretadas pelas células) que deixam a pessoa em um permanente estado inflamatório, algo que aumenta o risco de câncer. "A OMS estima que cerca de 20% de todos os cânceres têm alguma relação com a obesidade.”


A obesidade aumenta o risco para quais tipos de câncer?


  • Câncer de fígado - a obesidade é um fator de risco para a esteato-hepatite não alcoólica, uma complicação que pode progredir para a cirrose que, por sua vez, pode progredir para o câncer de fígado;

  • Câncer na vesícula biliar - estar obeso também aumenta as chances de formação de cálculos biliares, que torna maior o risco de câncer na vesícula biliar;

  • Câncer de rim - o excesso de gordura corporal aumenta as chances de hipertensão arterial, que é associada ao câncer de rim;

  • Câncer de esôfago - o refluxo gastroesofágico, comum em pessoas obesas, pode aumentar a chance de câncer de esôfago;

  • Câncer de próstata - por conta da diminuição da produção do hormônio testosterona nos homens, a obesidade pode ser associada ao câncer de próstata;

  • Câncer colorretal - a obesidade pode causar o aumento da insulina, o que proporciona um risco maior de câncer colorretal;

  • Câncer de mama - para as mulheres, a obesidade pode aumentar a quantidade de estrogênio produzido pelo organismo após a menopausa, o que é um fator de risco para o câncer de mama.

Como evitar a obesidade?

Se você ingere mais calorias do que o seu organismo consegue queimar, seu corpo acumula energia extra e fica com excesso de peso. Muitos fatores podem contribuir para isso, tais como: dificuldade em seguir uma dieta equilibrada, poucos exercícios físicos ou uso de medicamentos. Mas, geralmente, a obesidade pode ser evitada com algumas mudanças no estilo de vida.

Por exemplo, você pode escolher ter uma alimentação mais saudável. Para isso, faça refeições menores e em maior número ao longo do dia, optando por alimentos com poucas calorias, como vegetais, carnes brancas e frutas, além de evitar alimentos fritos.

Também é importante fazer exercícios físicos regularmente. Mas, antes, procure o seu médico para que ele cheque suas condições de saúde e possa indicar quais tipos de exercícios são os mais adequados para você, com qual periodicidade devem ser praticados e por quanto tempo a cada vez.




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