Peso da balança vs. Peso saudável

Você é aquela pessoa que se apega ao peso que aparece na balança?


Para perder peso, não basta cortar calorias ou parar de comer errado e fazer exercícios. A saúde vai além do peso! O emagrecimento e a saúde dependem muito mais do tipo, da quantidade e da variedade dos alimentos que você ingere do que da quantidade de calorias.


Além disso, nem todas as calorias são iguais. Por exemplo: 100 calorias de maçã são completamente diferentes de 100 calorias de brigadeiro em termos nutricionais; isso porque seu corpo absorve cada uma de uma maneira. Quando você come alimentos saudáveis, você melhora a sensibilidade insulínica, mantém a inflamação baixa e cria um ambiente onde a saúde e o bem-estar prevalecem.

O que significam as variações de peso?


  • Os estoques de glicogênio: depende do seu consumo de carboidratos. Para cada grama de carboidrato que seu corpo armazena (glicogênio), ele "soma" mais três gramas de água. Se você estiver com as reservas de carboidratos esgotadas, provavelmente estará na extremidade inferior da variação de peso e, se os carboidratos estiverem em excesso, você provavelmente estará na extremidade superior da variação de peso por um "acúmulo" de moléculas de água (inchaço);

  • Retenção de água e ingestão de sódio: quando comemos alimentos com muito sal, há um aumento na quantidade de sódio circulante, fazendo com que ocorra um aumento da sede. Assim, a pessoa se hidrata e restabelece os níveis normais. No processo de ingestão excessiva de sal, nosso organismo tenta equilibrar o volume de líquido no organismo, tendendo a reter muito líquido no corpo.

  • Ciclo menstrual: durante o ciclo menstrual, inchamos mesmo, pois contamos com diversas alterações hormonais no nosso organismo. Você pode se frustrar olhando um peso que não é o real.

Gordura x Massa magra


O corpo humano é formado por três tipos de tecidos:


  • Massa de gordura;

  • Massa livre de gordura: massa muscular, massa óssea (ossos), cartilagens, ligamentos e tendões;

  • Fluidos extracelulares e intracelulares.


De acordo com a Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), as células de gordura têm capacidade de armazenamento, ou seja, quando uma pessoa consome mais do que gasta, a célula cresce até seu limite e depois se multiplica, causando o ganho de peso.


O excesso de gordura no corpo pode causar problemas nas artérias e no cérebro, além de gerar um “estresse” metabólico nas células, que ficam desorganizadas. Por isso, segundo a Asbran, a gordura deixa de ser depositada apenas nas células adiposas e começa a se instalar também em órgãos como o fígado e o pâncreas.


Gordura em excesso está associada a doenças como diabetes e obesidade. A obesidade, por sua vez, é um fator de risco para doenças cardiovasculares (problemas cardíacos, acidentes vasculares cerebrais), aumento do colesterol e triglicérides e alguns tipos de câncer.


A massa magra, por outro lado, é fundamental para a saúde dos ossos e músculos, incluindo o coração. Também é importante quando o corpo fica doente e o sistema imunológico entra em ação, precisando de proteínas para combater a doença e se recuperar.


Com o avanço da idade, começamos a perder massa magra. A perda de massa muscular e óssea, quando não tratada, pode causar prejuízos, como a sarcopenia (enfraquecimento dos músculos) e a osteoporose (perda progressiva de massa óssea).


Por isso é sempre importante consultar um profissional para saber o percentual de gordura, água, músculos, massa magra etc, regulando sua alimentação e possíveis suplementações. Oriente-se da melhor forma a respeito do seu peso para alcançar seus objetivos de maneira inteligente e saudável.

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