Saiba como a dieta cetogênica pode diminuir os sintomas do Alzheimer

Muitas dietas alimentares têm como objetivo reduzir a gordura corporal ou manter o bom funcionamento do organismo. No caso da cetogênica, ou dieta keto, como também é chamada, ela vai além desses fatores. Esse estilo de alimentação foi criado com intuito de tratar algumas doenças, por exemplo, o Diabetes, já que regula a insulina. Recentemente, alguns estudos divulgaram dados que comprovam sua eficácia em pacientes portadores de Alzheimer. Trata-se de uma dieta restritiva e não é indicada por um longo período. Geralmente, tem duração de 3 semanas a 6 meses. Na prática clínica, vejo benefícios de 3 formas nos meus pacientes:


Ciclo de estratégias semanais em que 2 dias na semana a dieta é a cetogênica clássica (10% de carboidratos, 70% de lipídeos e 20% de proteína do valor energético do dia);


7 dias consecutivos de 2 em 2 meses;


Ou até 30 dias consecutivos em ciclos 3 vezes ao ano, de 4 em 4 meses.


Tudo depende da condição clínica atual, histórico familiar e objetivo do paciente. Alguns alimentos importantes nessa dieta: Proteínas (carne, peixe e ovo); Gorduras e óleos (manteiga, azeite extravirgem e óleo de coco); Nozes e sementes (amêndoa, amendoim, noz, chia, etc.); Ervas e temperos (sal, pimenta, alho e gengibre). De antemão, a ingestão de certos alimentos, tais como leguminosas, tubérculos, massas, doces e sucos, não é indicada nessa dieta. No caso do Alzheimer, que, de acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer, cerca de 1,2 milhão de brasileiros sofre com a doença, a alimentação é primordial, tanto para reduzir os sintomas quanto para preveni-los. Por se tratar de uma enfermidade que não há cura, suas ações não são interrompidas com a dieta, porém se tornam menos agressivas.

Dois estudos comprovaram a eficácia da dieta em pacientes portadores da doença: O primeiro, idealizado por pesquisadores da Universidade de John Hopkins, nos EUA, realizou uma intervenção em 14 idosos acima de 71 anos que possuíam a enfermidade. Metade dos participantes seguiu a dieta cetogênica durante 12 semanas. Após esse período, notaram-se melhoras na memória dos indivíduos que seguiram essa alimentação. Conforme Janson Brandt, neurologista e autor do estudo, “é algo que mais de 400 drogas experimentais não foram capazes de fazer em testes clínicos, o suficiente para justificar estudos maiores e de longo prazo sobre o impacto alimentar na função cerebral”. Já o segundo estudo, realizado pela Universidade do Kansas, nos EUA, e divulgado na revista científica Alzheimer & Dementia: Translational Research & Clinical Intervention, reuniu 10 pacientes com a doença submetidos à dieta cetogênica. Após um período, notaram-se melhorias da função mental, principalmente a memória e, depois de um tempo de interrupção da dieta, os indivíduos voltaram ao quadro inicial do Alzheimer. Segundo esses achados, aderir à dieta cetogênica após um diagnóstico de Alzheimer e, claro, com auxílio de um profissional, é de extrema importância. Por outro lado, ter uma boa alimentação é fundamental para prevenir os indícios da doença.


Lembre-se sempre: não faça uso de restrições alimentares sem um acompanhamento médico, pois, quando feita da forma incorreta, elas podem acarretar em sérios riscos à saúde.


Fontes:

https://www.revistaencontro.com.br/canal/atualidades/2018/05/dieta-cetogenica-pode-virar-tratamento-para-pacientes-com-alzheimer.html

https://vitat.com.br/alimentacao-em-casos-de-alzheimer/


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